A nova Lei 15.371/2026 amplia a licença-paternidade entrará em vigor gradativamente a partir de 01/01/2027. Veja quantos dias, como funciona o salário-paternidade e as novas regras.
A licença-paternidade mudou…
A licença-paternidade passou por uma das maiores mudanças dos últimos anos no Brasil, com a sanção da nova Lei 15.371/2026, que amplia o período de afastamento e cria o salário-paternidade.
Até então, o modelo era limitado e pouco alinhado com a realidade das famílias, o que gerava críticas e discussões há anos.
Agora, a legislação passa a tratar o tema de forma mais ampla, o que naturalmente levanta dúvidas tanto para trabalhadores quanto para empresas.
Como funcionava a licença-paternidade antes da nova lei?
Antes da mudança, a regra geral era simples:
- 5 dias de licença-paternidade previstos na Constituição
- possibilidade de ampliação para 20 dias apenas para empresas do Programa Empresa Cidadã
Esse modelo era considerado limitado, principalmente quando comparado à licença-maternidade, que já possui maior duração e proteção legal.
Quantos dias de licença-paternidade com a nova lei?
A nova legislação trouxe uma ampliação gradual do benefício.
O tempo de licença será aumentado de forma progressiva:
- 10 dias a partir de 01/01/2027
- 15 dias a partir de 01/01/2028
- 20 dias a partir de 01/01/2029
Esse modelo foi adotado para permitir adaptação gradual, tanto para empresas quanto para o sistema previdenciário.
O que é o salário-paternidade e como ele irá funcionar?
Uma das principais novidades é a criação do salário-paternidade.
Esse benefício garante remuneração ao trabalhador durante o período de licença, funcionando de forma semelhante ao salário-maternidade.
Na prática:
- o trabalhador continua recebendo durante o afastamento
- o pagamento pode ser feito pela empresa com compensação junto à Previdência
- também alcança trabalhadores que antes não estavam plenamente cobertos
Isso amplia a proteção social e traz maior segurança para o trabalhador durante esse período.
A licença-paternidade vale para adoção e outras situações?
A nova lei também amplia o alcance do benefício.
A licença passa a valer não apenas para nascimento, mas também para:
- adoção
- guarda judicial para fins de adoção
Além disso, existem previsões específicas para situações como internação da mãe ou do bebê, o que pode impactar a duração do afastamento.
Existe estabilidade durante a licença-paternidade?
Sim, esse é um dos pontos mais relevantes da nova lei.
O trabalhador passa a ter proteção no emprego durante o período relacionado à licença, incluindo um intervalo após o retorno.
Essa medida busca garantir segurança ao trabalhador em um momento sensível, evitando demissões nesse período.
A licença-paternidade pode ser dividida?
Outra novidade importante é a possibilidade de divisão do período de licença.
A lei permite que o afastamento seja utilizado em dois momentos:
- um período inicial logo após o nascimento ou adoção
- outro dentro de um prazo posterior
Isso traz mais flexibilidade para a organização familiar e também para a rotina de trabalho.
O que muda na prática com a nova lei da licença-paternidade?
A mudança não está apenas no número de dias.
Ela altera a forma como a licença-paternidade é tratada no Brasil:
- amplia a participação do pai nos primeiros dias da criança
- aumenta a proteção ao vínculo de trabalho
- cria um benefício previdenciário específico
- aproxima o Brasil de práticas adotadas em outros países
Esse movimento reflete uma mudança social e jurídica importante.
Por que a licença-paternidade foi ampliada?
A ampliação da licença-paternidade vinha sendo debatida há anos.
O tema ganhou força com decisões judiciais e discussões sobre igualdade de gênero, divisão de responsabilidades familiares e proteção à infância.
A nova lei surge como resposta a esse cenário, trazendo uma regulamentação mais completa.
O que muda na prática com a nova licença-paternidade?
A licença-paternidade deixou de ser um benefício limitado e passou a ocupar um papel mais relevante dentro da legislação trabalhista brasileira.
Com isso, entender as novas regras deixa de ser apenas uma curiosidade e passa a ser uma necessidade, tanto para trabalhadores quanto para empresas.
Sua empresa está preparada para a nova licença-paternidade?
A nova licença-paternidade já é uma realidade e exige mais do que conhecimento da lei.
Ela exige organização interna, revisão de processos e segurança jurídica para evitar erros que podem gerar passivos trabalhistas desnecessários.
Muitas empresas só percebem o problema quando ele já virou uma ação judicial, e nesse momento o custo é sempre maior.
Se a sua empresa ainda não revisou políticas internas, fluxos de afastamento ou procedimentos do RH, este é o momento de agir com estratégia.
O Prete e Almeida Advogados atua ao lado de empresas justamente para prevenir esse tipo de risco, estruturando rotinas trabalhistas, revisando práticas internas e garantindo que tudo esteja alinhado com a legislação atual.
Prevenção continua sendo a forma mais inteligente de proteger o seu negócio.