Prete & Almeida Advogados

27 março, 2026
Mudanças nas regras da ANS em 2026: Por que estão aumentando os conflitos com planos de saúde?
Paciente em cama de hospital recebendo negativa de tratamento pelo plano de saúde durante consulta médica
Paciente em cama de hospital recebendo negativa de tratamento pelo plano de saúde durante consulta médica

Existe um momento muito específico em que a relação entre paciente e plano de saúde deixa de ser contratual e passa a ser emocional.

É quando o médico olha para você e diz que o tratamento precisa começar imediatamente.

Nesse instante, não se pensa em cláusulas, rol da ANS ou cobertura contratual. O pensamento é simples, direto e humano: eu preciso me tratar.

Mas é justamente nesse ponto que muitos pacientes têm enfrentado uma surpresa que ninguém espera.

A negativa do plano de saúde para o tratamento indicado pelo médico.

E não uma negativa qualquer. Uma negativa técnica, fundamentada em normas da ANS, em critérios regulatórios, em protocolos que, na teoria, organizam o sistema, mas que, na prática, têm afastado pacientes de tratamentos essenciais.

Se você chegou até aqui, existe uma grande chance de estar vivendo isso agora.

Ou de conhecer alguém que está.

E a verdade é que isso não é um caso isolado.

As mudanças recentes nas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar estão alterando profundamente a relação entre pacientes e operadoras, e aumentando, de forma visível, o número de conflitos.

O que mudou nas regras da ANS e por que isso impacta você?

Nos últimos anos, a ANS intensificou atualizações no chamado Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que define o que os planos devem obrigatoriamente cobrir.

Além disso, surgiram novas diretrizes técnicas, critérios de incorporação de tecnologias e regras mais detalhadas para autorizações de tratamentos.

Na teoria, essas mudanças buscam organizar o sistema.

Mas, na prática, elas têm gerado um efeito preocupante:

aumento significativo de negativas de cobertura pelos planos de saúde

Isso acontece porque muitas operadoras passaram a utilizar essas regras de forma restritiva, negando tratamentos que, muitas vezes, são essenciais.

Por que os conflitos entre pacientes e planos de saúde aumentaram?

A verdade é que o problema não está apenas na regra.

Está na forma como ela é aplicada.

Hoje, os principais motivos de conflito são:

  • Interpretação restritiva do rol da ANS
  • Negativa de tratamentos fora da lista, mesmo com prescrição médica
  • Limitação de terapias, especialmente em casos de autismo
  • Recusa de medicamentos de alto custo
  • Exigência excessiva de documentos

Ou seja, o paciente precisa lutar para ter acesso ao que já deveria ser garantido.

E isso gera insegurança, ansiedade e, muitas vezes, risco à própria vida.

Plano de saúde pode negar tratamento com base na ANS?

Essa é uma das dúvidas mais importantes.

A resposta é: nem sempre.

Apesar do rol da ANS ser uma referência obrigatória, a legislação brasileira evoluiu.

Com a Lei 14.454/2022, o entendimento passou a ser mais favorável ao paciente.

Hoje, é possível exigir tratamentos fora do rol quando:

  • Há recomendação médica fundamentada
  • Não existe substituto eficaz disponível
  • O tratamento possui comprovação científica
  • Há risco à saúde ou à vida do paciente

Ou seja, a negativa automática baseada apenas na lista da ANS pode ser considerada abusiva.

O que fazer quando há negativa do plano de saúde?

Se você recebeu uma negativa, o primeiro ponto é: não aceitar isso como definitivo.

Você pode e deve:

  1. Solicitar a negativa por escrito
  2. Pedir um relatório médico detalhado
  3. Reunir exames e documentos
  4. Registrar reclamação na ANS
  5. Buscar orientação jurídica especializada

Muitas vezes, só o fato de iniciar esse processo já muda o posicionamento do plano.

Medicamentos e tratamentos de alto custo: o maior foco de conflito

Um dos pontos mais críticos atualmente envolve medicamentos de alto custo.

Planos frequentemente negam esses tratamentos alegando:

  • Não inclusão no rol
  • Uso domiciliar
  • Alto custo financeiro

Mas a Justiça tem entendido de forma diferente.

Diversas decisões têm garantido o fornecimento desses medicamentos quando são essenciais ao tratamento.

Quando procurar auxílio jurídico especializado?

Você deve buscar ajuda jurídica quando:

  • O plano negou tratamento ou medicamento
  • Existe urgência no início do tratamento
  • Há risco de agravamento da doença
  • O plano demora excessivamente para responder
  • A negativa parece injusta ou sem fundamento

Um advogado especializado sabe exatamente como agir, quais provas reunir e como obter decisões rápidas, muitas vezes por meio de liminares.

Por que você não deve enfrentar isso sozinho?

A realidade é que o sistema é técnico, burocrático e, muitas vezes, desigual.

Enquanto o plano possui equipes jurídicas estruturadas, o paciente está fragilizado.

Ter apoio especializado significa:

  • Agilidade na solução
  • Maior chance de sucesso
  • Redução do estresse
  • Garantia real do seu direito

Seu direito à saúde não pode ser limitado por interpretações abusivas

As mudanças nas regras da ANS vieram para organizar o sistema, mas não podem ser usadas como barreira ao tratamento.

Se você recebeu uma negativa, isso não significa que você não tem direito.

Muitas dessas recusas são revertidas na Justiça.

E quanto antes você agir, maiores são as chances de garantir seu tratamento.

Precisa de ajuda para conseguir seu tratamento ou medicamento?

Se o seu plano de saúde negou cobertura, não espere a situação piorar.

Entre em contato agora mesmo com um advogado especializado em Direito da Saúde e entenda quais são os seus direitos.

Seu tratamento não pode esperar. Sua saúde é prioridade.

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